sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Nos Quatro Cantos da Terra - Introdução

    No livro do Apocalipse uma das mais profecias mais controvertidas é esta:

 E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma.
(Apocalipse 7:1)

    O caráter profetico do livro do Apocalipse é que as revelações são dadas pelo próprio Deus, Jesus, ao seu discípulo sobre as coisas que em breve hão de acontecer. Porém se perguntam os céticos como acreditar num livro, consequentemente na necessidade de conversão, com uma mensagem que parece tão distante do mundo como conhecemos. Ora, dizem eles, se Jesus é Deus, e Deus é o criador como poderia ter errado quanto a descrição de um mundo que Ele mesmo criou? Deus não sabe que a terra não é quadrada?
    Em primeiro lugar Deus não apenas sabe como Ele foi o primeiro a revelar isso:

Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar; ( Isaias 40:22)

    O livro de Isaías fornece uma boa base para início dos nossos estudos. Em primeiro lugar por conta da idade do livro, cerca de 2300 anos, o que o torna a palavra de Deus autoridade máxima quanto ao conhecimento do mundo natural, consequentemente digna de fé quanto as explicações do mundo sobrenatural, já que o senso comum que imperou até a época das grandes navegações era de um mundo chato ou quadrado. Em segundo lugar por conta desse livro ser considerado pelos estudiosos uma espécie de mini-bíblia, com 66 capítulos que correspondem aos 66 livros da biblia, o livro de Isaías nos oferece duas mensagens, até o capítulo 39 a mensagem predominante é de juízo contra nação de Israel por transgressão da lei de Deus, enquanto a partir do capítulo 40 a mensagem é drasticamente alterada para uma mensagem de consolo e salvação, fazendo com que a primeira parte do livro corresponda a aliança formada no velho testamento e a segunda parte a aliança formada no novo testamento. Isso exemplifica bem como a bíblia mantém uma unidade inquebrável até nos menores detalhes e como ela nunca contradiz a si mesma.
   

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

As Dez Pragas do Egito- Parte 5.2

VII- Evidências da travessia do Mar.
 
Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o SENHOR fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas.
Êxodo 14:21
Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o SENHOR fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas.
Êxodo 14:21

    A região do oriente médio está constantemente sujeita  a ventos intensos. Após vagar pelo país os israelitas foram conduzidos a se afastar das fortalezas egípcias do império egípcio-asiático e se dirigiram para praia do Golfo Aquaba.
    Oceanógrafos atestam que cerca da metade do século XV antes de Cristo, um lago, o lago Balá desapareceu subitamente. Uma poderosa crítica a travessia do mar é a distância que os israelitas teriam que atravessar é impossível de ser feita em algumas horas. As primeiras dificuldades são ocasionadas na tradução, o termo Yam Suph traduzido como Mar Vermelho quer dizer mar de junco, ou pantanal, tradicionalmente se pensa que o monte sinai se localiza na península do Sinai. Não há junco no mar morto nem no seu braço o golfo de Suez o que torna essa rota incorreta.
    Porém a distância do Egito para a Arábia é reduzida a cerca de oito milhas em uma parte do Golfo Aquaba. Nessa exata parte uma ponte natural a cerca de 100 metros de profundidade liga as duas praias. Esse golfo não é uniforme, graças ao vento a água da parte mais rasa foi empurrada para a parte mais funda, fazendo desaparecer um de seus lagos e aparecer a passagem de centenas de metros de largura no fundo do mar, que expôs uma formação rochosa, um espigão que sustentou a água formando dois muros no fundo do mar.

        

    Nessa passagem foram encontradas recentemente as rodas da carruagem do Faraó Ramssés de 4, 6 e 8 raios:

    

    As carruagens do Faraó foram introduzidas no Egito no tempo dos Hicsos, as rodas de ouro resistiram a corrosão e juntamente com costelas humanas encontradas e preservadas pelos recifes de corais, essas rodas foram atribuídas a carruagem do Faraó no tempo de Amenotep II e exatamente a décima oitava dinastia dos Faraós como as outras evidências arqueológicas e a cronologia bíblica apontavam. As costelas e outros ossos humanos absorveram minérios e foram preservadas por causa dos corais como aponta a Universidade de Estocolmo, no museu britânico há uma carruagem com rodas idênticas as que foram encontradas.
Então cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR, e falaram, dizendo: Cantarei ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.



O SENHOR é a minha força, e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus, portanto lhe farei uma habitação; ele é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei.



O SENHOR é homem de guerra; o SENHOR é o seu nome.



Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus escolhidos príncipes afogaram-se no Mar Vermelho.

Êxodo 15:1-4
    
    A destruição dos exércitos do Faraó se deu por conta de uma rápida mudança dos ventos, o mesmo fenômeno aconteceu na época em que Napoleão estava no lugar, seus engenheiros calcularam de forma errada o tempo que teriam para atravessar o que quase custou a vida de toda sua tropa.