V- Evidências para a data do Êxodo
-Considerando as evidências escriturísticas de todo o período que vai do Pentateuco até a primitiva história de Israel e período dos juízes, e do livro de Reis, Moisés teria deixado o Egito por volta do século XV antes de Cristo. Essa data não é alvo de objeções de alguns críticos, porém é tida como fruto da lenda de expulsão dos Hicsos por volta de 1441 A.C.
- De acordo com o registro bíblico Moisés esperou a morte do Faraó opressor para retornar ao Egito, essa figura se encaixa com Tutmósis III que reinou entre 1482- 1450 A.C..
- A data recai sobre o reinado de Amenotep II (1450- 1425 A.C.), que de acordo com o registro bíblico teve seu mais velho morto pela décima praga. Tutmósis IV, filho de Amenotep, teve um monumento em granito perto da esfinge de Gizé onde conta a história de um sonho que tivera com a esfinge quando era jovem. No sonho ele era surpreendido pela Esfinge que se tornaria o futuro rei do Egito e esta lhe pediria que afastasse a areia dos seus pés em gratidão. Como a possibilidade de sucessão era aparentemente remota pelo monumento fica claro que Tutmósis IV não era o filho mais velho, e sim outro teria direito ao trono, o filho que morreu na praga tornando a profecia da Esfinge realidade.
- Com a morte do Faraó opressor Tutmósis III, as partes subjacentes do Império Síria-Palestina se revoltaram fazendo com que o novo Faraó voltasse suas atenções para conter a rebelião dando a Moisés a vantagem necessária.
- Tutmósis III tinha um vizir chamado Recmire que supervisionava suas grandes operações construtoras, na qual era empregada mão de obra semita. O seu túmulo perto de Tebas está coberto de gravuras que descrevem a sua carreira, numa delas Recmire observa os coratdores de pedras, escultores e oleiros. Numa parte da cena é descrito o processo de confecção dos tijolos com barro do Nilo, umedecimento com água e areia e palha picada, como descrito em Êxodo 5.
- O início da décima-oitava dinastia corresponde ao rei que começou os anos de opressão aos semitas, que não conhecera José, visto que a mão de obra passou a ser semita e não hurianos e indo-arianos.
- Com a descoberta das Cartas de Amarna em 1886 sabemos que um grupo de forasteiros invadiu a palestina cerca de 1401 A.C, depois dos quarenta anos no deserto, esse grupo era chamado de Habiru, transliteração de Ibri, hebreu. Os opositores da bíblia dizem que que é improvável a identificação do povo Habiru com hebreu, pois é sabido que a cidade Abdi-Heba das cartas representa Jerusálem que não foi invadida antes da época do rei Davi, e nas cartas o escritor está descrevendo que a cidade está em iminente perigo de ser invadida. Porém também é evidente na bíblia que devido as conquistas iniciais causaram temor em toda Canaã.
- A queda súbita de Jericó ocorreu também cerca de 1400 A.C. Como descrito na bíblia os muros da cidade cairam, por causa de um terremoto, tão repentinos que os escavadores ainda encontraram depósitos de cereais indicando a guerra que se travou depois foi rápida. Os muros eram enormes, intransposíveis na época, porém por conta do tamanho quando caíram para o lado de fora formaram uma escada que possibilitou aos exércitos de Josué passarem. Eles alertados primeiramente pelos espias que provavelmente estavam em Jebel Curuntul, uma montanha de quinhentos de altura próxima.
Segundo os críticos da bíblia a saída de Israel do Egito só poderia ter sido a partir de 1290 A.C, cerca de um século e meio depois. Isso porque eles se baseiam em Êxodo 1:11 onde os israelitas edificaram as cidades-celeiros Pitom, que é Tel-Er-Retabé, e Ramssés, Tânis, contruídas por Ramssés II que teria reinado em 1290-1224 A.C. Porém ficou notório o costume de Ramssés segundo de atribuir obras de outros Faraós antecessores a si mesmo.
- A terra de Gósen era perto dos domínios asiáticos onde ocorreram as rebeliões no Egito, era natural que a velha capital não fosse abandonada por Amenotep II interessado em proteger a região do Delta, por isso a bíblia registra que a residência de Faraó não era longe da terra de Gósen.
- Até pouco tempo atrás estudo de escavações empreendidas na Transjordânia tentavam demontrar que não houve reinos que pudessem impedir o avanço de Israel rumo ao Norte, já que segundo estudo houve ocupação sedentária da região entre 1900 a 1300 A.C. Porém foi descoberta uma indústria de ferro e armas de guerra em Edom que mostra que os edomitas já estavam suficientemente preparados para guerra enquanto os israelitas viviam em tendas e eram nômades errando no deserto.
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